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A internet [e a censura] ontem… e hoje!

18/01/2012

As atenções da internet hoje, no mundo todo, se voltaram ao polêmico projeto anti-pirataria virtual votado pelo Congresso dos Estados Unidos.

Sites colocaram tarjas pretas em suas logos, outros mostraram indignação com as punições do “SOPA” e do “PIPA”, e alguns até saíram do ar, para desespero de internautas ao redor do globo.

Se você é como eu, que beira os 30 anos, com certeza vai se lembrar das logomarcas acima. Foram alguns ícones do começo da internet de massa, lá nos idos de 96, 97, aos anos 2003 e 2004. Você, com certeza, um dia já bateu papo no mIRC ou no ICQ, já navegou na internet pelo Netscape Navigator, hospedou sua home-page super arcaica no Geocities, fez buscas no Cadê, Yahoo, Lycos, e tantos outros sites numa época que não havia monopólio de indexação de conteúdo, e ficava irritadíssimo se aquele barulho ridículo de conexão discada a 33,6 ou a 56 kbps simplesmente parasse de fazer ruídos no seu telefone de casa.

Aliás, o telefone de casa que ficava impossível de fazer ligação entre a 0h de sexta para sábado até as 6h da manhã de segunda-feira, em que se pagava apenas um pulso por conexão. Lembra, em que a Telepar cobrava não sei quantos centavos a cada 4 minutos de dia de semana?

Pois é… naquele tempo em que a internet começava a se popularizar, esse negócio de pirataria ainda estava LOOOOOONGE de ser discutido. Conteúdo era “upado” e “baixado” o tempo inteiro. Textos inteiros de jornais, revistas e livros, músicas inteiras, filmes que demoravam horas para baixar, programas específicos (Napster, Lemonwire, P2P), enfim… a lista é quase infinita.

E hoje se discute a tal da pirataria. Não seria mais saudável se discutir a democratização de conteúdo? Ou o monopólio dos gigantes?

Por exemplo, na imagem abaixo, olha o que se diz do Google, em 98.

Bom, hoje o Google é simplesmente o maior site de buscas (e outras coisas) do mundo. É o mais procurado, o mais buscado, o mais lembrado, o mais tudo! Por causa dele, buscadores como Yahoo!, Cadê e Altavista, estão indo à bancarrotas, ou já desapareceram.

Agora, veja na imagem abaixo a quantidade de buscadores que tinhamos no Brasil na mesma época.

Os melhores sobrevivem, certo! Mas, o que deveria ser um avanço, está se virando um retrocesso! E aqui eu volto a afirmar: discutir pirataria hoje é o mesmo que querer limitar a inteligência das pessoas! Quer dizer que o cara, pobre coitado, que acessa uma versão online, por exemplo, de um livro na Biblioteca de Nova York, não pode querer ter conteúdo, pois o livro que ele lê de graça foi “pirateado”?

Por favor, né! Percorremos tantos anos de evolução virtual para que? Para nada? Os governos deveriam é incentivar a digitalização de conteúdos, a livre distribuição de mídias. Há muitas outras formas de se ganhar dinheiro! Mas conhecimento… RÁ! Este não deveria jamais ser cobrado!

Em resumo, parece que, antigamente, esse negócio de censura e pirataria não existiam no mundo virtual. Mas hoje, tudo é culpa da internet!!!

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